Avisos Paroquiais
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Encontrar a vida acolhendo

30/06/2011

13° Domingo Comum

2Rs 4,8-11.14-16a / Sl 88(89) / Rm 6,3-4.8-11 / Mt 10,37-42

Encontrar a vida acolhendo

Na primeira leitura (2Rs 4,8-11.14-16a) vem mostrar que acolher os que defendem os direitos dos pequenos, acolhe Deus. O Profeta Eliseu é caracterizado como homem de Deus continuador da missão do Profeta Elias, seu antecessor. A missão dos dois era denunciar a infiltração de uma religião estranha (BAAL), reestabelecer a religião do Deus Javé, e denunciar o poder politico corrupto e opressor.

Uma mulher rica perdeu a esperança de ter filhos: é esteril e seu marido é idoso (v.14). A mulher do episodio de hoje representa o povo que permaneceu fiel ao Deus verdadeiro, único capaz de dar a vida e fecundidade. Como ter vida fecunda? Acolhendo na própria casa, o Profeta (vv 9-10), que é um homem de Deus. Eliseu é Profeta de Javé e defensor do direito dos pobres. Acolhendo o defensor dos pobres, essa mulher acolhe, à semelhançade Abraão e Sara (Gn 18,10), o dom da vida que somente o Deus verdadeiro pode conceder: "Daqui um ano, nesta época, você estará com um filho nos braços" (v.16a)

A mulher apesar de rica (v.8), não tem filhos, ela era esteril e marido idoso (v.14), então era uma situação irreversivel. Acolhendo o Profeta defensor dos pobres, a mulher descobre que a partilha confere um rumo nova à vida das pessoas, fazendo assim a esperança de vida retorna de modo inesperado (o filhe que vai nascer).

Encontrar a vida acolhendo (Mt 10,37-42). O capitulo 10 de MAteus tem como tema central a missão dos discipulos nums sociedade que defende o acumulo da riqueza, prestigio e o poder. Foram essas as tentações que Jesus venceu para inaugurar o Reino da justiça (Mt 4, 1-11). Cabe agora aos seguidres e seguidoras do mestre da justiça enfrentar e vencer esses "demônios".

Fazer a opção pelo reino da justiça provoca cortes profundos . Quem ama seu Pai, sua mãe, seu filho mais do que a mim, não é digno de mim (v.37). O que Jesus quer dizer nessa passagem  não é pra gente abandonar a familia, mas é pra gente abandonar a sociedade que privilegia a riqueza, poder é prazer. Ninguém consegue ser discipulo de Jesus sem cortes profundos. Jamias conseguiremos ser discipulos de Jesus se não rompermos com esse tipo de sociedade que considera justo o acúmulo da "vida" nas mãos de poucos em prejuizo da maioria sofredora que enfrenta situações de morte a cada dia. Por isso no v38, Jesus diz quem não tomar sua cruz e não me seuguir não é digno de mim. O cristão é seguidor de um crucificado . Enfrentar a sociedade capitalista é correr o mesmo risco do mestre Jesus (Ex.: Dom Erwin, Bispo do Xingu).

Encontrar a vida acolhendo, acolher é a palavra chave. Ser solidário com os que proclamam sua indignação profética, que lutam pela justiça e se fazem pequenos. O número de empobrecidos aumenta cada dia. E temos a desagradavel perceção de que os Profetas, os justos e pequenos são cada vez mais deixados de lado a cada dia que passa. Temos, inclusive, a pretensão idiota de apesar disso, estarmos acolhendo Jesus. No Evangelho de Mateus, essa pergunta só será esclarecida, com grande surpresa, no capitulo 25 (vv.31-46): "SENHOR, QUANDO FOI QUE TE VIMOS COM FOME, OU COM SEDE, COMO ESTRANGEIRO... E NÃO TE SERVIMOS?".

Mortos para o pecado, mas vivos para Deus (Rm 6,3-4.8-11), mostra a excelente oportunidade para refletirmos sobre o novo modo de ser que o Batismo inaugura em nós.

Jacareí,26 de junho de 2011.

Pe. José Afonso de Souza

Pároco

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus

           Roteiros Homiléticos - Pe. José Bortolini - Paulus

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