Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
A difícil arte de ser justo

06/09/2011

23° Domingo do Tempo Comum

Tema: "A difícil arte de ser justo"

Leituras: Ez 35,7-9 - Se você não falar ao ímpio, eu pedirei a você conta de sua morte.

                Rm 13,8-10 - A plenitude da lei é o amor.

               Mt 18,15-20 - Se ele lhe der ouvidos, você ganhou seu irmão.

Estamos na semana da Pátria e entramos no mês da Bíblia. No Evangelho encontramos Jesus, o mestre da justiça, exigindo novas posturas na construção da sociedade justa e fraterna.

Ezequiel se encontra exilado com seu povo na Babilônia. Ele deve avisar os perversos a respeito de sua conduta, para que não se percam. Deus cobrará dele esse serviço. A responsabilidade do Profeta é grande. Deus em sua bondade atrasará a execução para dar tempo à mudança de vida do pecador. O Profeta como "boca de Deus" alerta e previne em nome do Senhor para que se fortaleça a luta pela justiça e sejam denunciados os responsáveis pela injustiça.

Para salvar a vida do povo, o Profeta não tem escolha. É chamado a denunciar. "Se você previnir o injusto para que ele mude de comportamento, e ele não mudar, ele morrerá por causa da sua culpa, mas você terá salvado sua própria vida".

O Salmo 94/95 canta a aliança e a parceria entre Deus e a sua gente: "Ele é o nosso Deus, e nós somos o seu povo". Esse Salmo nos exorta a ouvir hoje a voz do nosso Deus.

Na carta aos Romanos, Paulo nos diz que quem ama o próximo está cumprindo a lei. O amor é o cumprimento máximo da lei na comunidade cristã. Onde exite amor não pode existir mal.

O Evangelho mostra como os seguidores de Jesus devem viver a justiça do Reino dentro da comunidade, na fidelidade a seu projeto.

Quem ofendeu um membro da comunidade rompeu com a comunidade toda. O Evangelho nos convida a fazer de tudo, apelar a toda criatividade para que reine entre nós o jeito de ser de Jesus. Mas "se não lhe der ouvido", convide uma ou duas  pessoas para ajudar no diálogo. Se mesmo assim não houver reconcilição, só depois de muitas tentativas é que se recorre à comunidade, que age em nome de Jesus, ajudando nos conflitos e nas necessidades dos irmãos e irmãs. Parece que estamos pressionando o irmão, mas como se trata da justiça do Reino precisamos fazer de tudo para que o irmão não se perca, não saia da caminhada da comunidade, do seguimento fiel a Jesus e volte-se para as exigências evangélicas. E se nada der resultado? Só ai a comunidade tomará conhecimento do erro e será chamada a tomar uma decisão.

Antes é necessário acolher, perdoar, aconselhar e colocar em contato com o bem, inserir na comunidade e fazer de tudo para as pesosas não se afastarem do bem e da prática da justiça.

Jacaréi, 04 de setembro de 2011

Pe. José Afonso de Souza

Pároco

Fonte: Nas fontes da palavra - Basílio Caballero - Santuário 

           Projeto Nacional de Evangelização - CNBB - n°18.

           Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus

Voltar

 
| Política de privacidade