Avisos Paroquiais
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Trabalhadores e trabalhadoras da comunidade

20/09/2011
Encerramento da Semana da Bíblia
25° Domingo do Tempo Comum
Is 55,6-9; Sl 144(145); Fl 1,20c-24.27a; Mt 20,1-16a n(Lc 13,30)
Tema: Trabalhadores e trabalhadoras da comunidade
 
Is 55,6-9: Meus planos não são vossos planos.
Fl 1,20c-24.27a: Para mim a vida é Cristo
Mt 20,1-16a: Você fica zangado porque eu sou bom?
 
Nessa semana dia vinte e um, quarta-feira, vamos celebrar a festa do Apóstolo São Mateus conhecido como Apóstolo cobrador de impostos e que apresenta Jesus como o Mestre da Justiça.
O Evangelho de hoje nos leva a pensar no trabalho, na oportunidade de emprego, no sustento da família e na vida digna para todos. Angustia o nosso coração vendo uma multidão de desempregados, pessoas que passam fome, falta de moradia, injustiças sociais (SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 52 MIL PESSOAS NA FILA ESPERANDO POR UMA CONSULTA, JORNAL O VALE 16/09/2011), corrupção, grande número de presos(as) sem condenação e do outro lado, um número privilegiado de pessoas ricas e poderosas que pouco se importam com os que não têm alimento, casa, emprego, saúde, segurança. Essa divisão fere profundamente o coração humano e o coração de Deus. A liturgia desse domingo tem implicações econômicas, politicas e sociais. A vinha garante vida e segurança para todos. O Senhora cerca e cuida dela para que produza frutos.
Que frutos e para quem? Vinha, são os espaços dignos e alimentos necessários para os filhos e filhas de Deus. A Igreja e a comunidade têm a missão de cuidar dessa vinha para que produza justiça, liberdade e pão para todos e todas.
Os trabalhadores são os que precisam viver. O patrão passa o dia procurando trabalhadores (as). Sai várias vezes durante o dia. E todos vão trabalhar na mesma vinha. Precisam viver e alimentar as suas famílias.
O Profeta Isaias (55,6-9) fala com o povo como um vendedor ambulante que oferece uma mercadoria abundante e de excelente valor: água, pão (êxodo) leite da trerra prometida.
Paulo está preso e correndo o perigo de morrer. (Fl 1,20c-24.27a). A partir dessa sua condição, reflete: "Uma só coisa importa: viver à altura do Evangelho de Cristo". Para ele a vida é importante e a morte é atraente pela fé no encontro com a bondade e a ternura de Deus. Morrer é estar com Cristo. A norma de vida não é ditada pelo sistema capitalista, mas sim, pelo Evangelho.
Mateus (20,1-16a) nos conta a história da videira, revela a situação de desemprego na Paletina no tempo de Jesus. A jornada costumava ser de sol a sol e era paga diariamente. Os últimos são pessoas necessitadas, sem trabalho e sem salário. A primeira aliança (Dt 24,15; Lv 19,13) ensina que o salário de um trabalhador e de uma trabalhadora não pode permanecer nas mãos do patrão até o dia seguinte. Jesus inclui todos e todas, primeiros e primeiras, últimos e últimas.
O Evangelho do bom patrão mostra que Jesus estava engajado e por dentro da vida e do sofrimento de seu povo. Mostra que ele é um Profeta. Nesse Evangelho Jesus revela quem é Deus: Pai bondoso que age além da justiça e da compreensão humana. Que todos tenham o necessário para viver bem e ser feliz.
 
Jacareí, 18 de setembro de 2011.
Pe. José Afonso de Souza
Pároco
 
Encerramento da semana da Bíblia: "A caminhada no deserto".
(Ex 15,22-18.27).
 
 
Fonte: Sínopse dos Quatro Evangelhos - Paulus.
          Projeto Nacional de Evangelização - CNBB - n°18.
          Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus.
          Nas fontes da palavra - Basílio Caballero - Santuário.
          A caminhada no deserto (Ex 15,22-18.27) CBV - Paulus.
          Roteiros Homiléticos - Pe. José Bortolini - Paulus.
 
 

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