Avisos Paroquiais
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Quem somos diante de Deus e das pessoas?

27/09/2011

26° Domingo do Tempo Comum

Dia da Bíblia

Ez 18,25-28; Sl 24(25); Fl 2,1-11; Mt 21,28-32 (Só em Mt)

Tema: Quem somos diante de Deus e das pessoas?

Neste dia da Bíblia, celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se revela nas pessoas que procuram viver o discipulado, obedientes À Palavra de Deus. Além da Liturgia da Palavra, parte integrante da liturgia cristã e constituindo com o rito eucarístico um só ato de culto (S.C. n°56), toda celebração como memorial do mistério pascal de Jesus, no hoje de nossa vida, está inserida no conjunto da História da Salvação, da qual a Bíblia da testemunho.

Dia trinta, celebramos São Jerônimo, estudioso da Bíblia.

A primeira leitura (Ez 18,25-28) está no contexto do Exílio da Babilônia. O povo acusa Deus de injusto e de agir incorretamente. Entre o povo havia a ideia de que o pecado marcava para sempre a vida e a descendência de quem pecava. Não é uma fatalidade, nem Deus é o culpado da morte do pecador. O profeta, como porta-voz de Deus, mostra que a salvação de uma pessoa não depende de seus antepassados e parentes. O que importa é a disposição do coração. Deus nos julga conforme o que somos hoje. Nunca é tarde para nos arrependemos, porque Deus quer a vida para todos e todas.

O Salmo 24(25), trata-se de uma súplica do idoso que pede somente duas coisas: perdão pelos erros cometidos na juventude e a libertação das mãos dos inimigos. Deus é o aliado do pobre explorado e oprimido.

A segunda leitura (Fl 2,1-11): Felipo, comunidade dividida, por causa do espiríto de competição e egoísmo, Felipos foi a primeira cidade da Europa a receber a mensagem cristã (anos 55-57). Paulo apresenta Jesus como modelo de filho fiel e obediente que se torna servo. Seus seguidores tem que ter o mesmo sentimento que existe nele. Os vv 6-11 são um hino que conta a história de Jesus que, encarnado-se, não perdeu sua natureza divina.

O Evangelho (Mt 21,28-32) se situa no contexto da rejeição de Jesus por parte dos chefes do povo. Ele encontra-se em Jerusalém e seu tempo está cada vez menor. Aumenta a hostilidade daqueles que rejeitam sua mensagem.

O Evangelho de hoje leva a reflexão: conta a parábola do filho que diz "não", mas se arrepende e vai trabalhar na vinha do Pai; e o outro filho que diz "sim" ao Pai, mas não vai. Jesus pergunta quem fez a vontade do Pai. Os representantes do povo dizem que é o filho que disse "não" mas foi.

Jesus completa dizendo que os cobradores de impostos e as prostitutas vão nos preceder no Reino de Deus. As palavras de nada valem: é preciso a ação concreta, conforme o projeto de Deus. Deus espera quem é pecador tornar-se justo e quem é justo não se torne pecador. Os dois filhos representam também todos nós hoje que ouvimos essa palavra.

Jacareí, 25 de setembro de 2011.

Pe. José Afonso de Souza

Pároco

Fonte: Sinopse dos Quatro Evangelhos - Paulus

            Projeto Nacional de Evangelização - CNBB - n°18

            Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus

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