Avisos Paroquiais
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Nossa missão: produzir frutos de justiça

04/10/2011

27° Domingo do Tempo Comum

Mês Missionário

Is 5,1-7; Sl 79(80); Fl 4,6-9; Mt 21,33-43 (Mc 12,1-12) (Lc 20,9-19)

Tema: Nossa missão: produzir frutos de justiça.

Durante este mês "a Igreja procura redescobrir a missão que o Senhor nos confia no campo e na cidade, dentro e fora do país; para que todos tenham vida" (DAp. 146).

Nessa semana vamos celebrar alguns santos: hoje, dia 2 (domingo) anjos da guarda; dia 4 (terça-feira) São Francisco de Assis; dia 5 (quarta-feira) São Benedito,o Negro; dia 7 (sexta-feira) Nossa Senhora do Rosário (Padoreira da Vila Tesouro).

A Primeira Leitura (Is 5,1-7) é um dos poemas mais bonitos de todo o Antigo Testamento. Nesse poema o amigo do esposo (isto é o Profeta) canta as decepções e a não correspondência por parte de quem se esperava uma resposta de amor.

Nesses versículos do poema, Isaías lembra a vida na roça e fala da frustação do agricultor diante do insucesso no cultivo de parreiras (uvas). O agricultor pensou e agiu do melhor modo possível: escolheu um terreno  bom, um lugar adequado para cultivar, tirou as pedras e escolheu as melhores mudas, levantou ao redor da plantação um muro de pedras (v.5), para que os animais não entrassem e causassem estrago (ainda hoje na Palestina podem ser vistas parreiras se espalhando pelo chão, dai a necessidade de cercas) ergueu no centro da plantação uma torre de vigia, para que os frutos não fossem roubados, cavou um lugar para pisar as uvas. Agora é só esperar que produza frutos; o pior é que o parreiral deu uvas azedas (v.2)

O que aconteceu com a vinha, o que faltou que eu não fiz? (v.3) Era para produzir uvas gostosas, mas só produziu uvas azedas? (v.4)Vou desmanchar a cerca, vou derrubar o muro, será pisada, será devastada, não será podada, nem capinada, o mato e o espinho vão abafá-la, vou proibir as nuvens que a molhe com a chuva (v.6).

Nenhum agricultor tem poder sobre as nuvens do céu. Para o povo da Bíblia, só Deus é o que pode fazer chover (Jó 38,24). A frustação de Deus em relação à sua noiva que é o povo. O texto de Isaias mostra um Deus zeloso com o seu povo, libertando da escravidão do Egito e plantando na Terra Prometida. Deus ficou esperando que produzisse frutos. Mas o que se vê é o contrário: Ele esperava que reinasse o direito é violado, esperava pela justiça, mas só se ouvem os gritos de injustiça (v.7b).

Quando a justiça e o direito (cercas que protegem o povo, sobretudo os pobres) são pisados é sinal de que o país está próximo da ruína.

A imagem da vinha aplicada ao povo aparece mais de dez vezes na Bíblia. A vinha é o simbolo do amor. Esse poema do amor foi escrito oitocentos anos antes de Cristo.

No Salmo 79(80) aparece novamente a imagem da vinha, demonstrando a ligação entre Deus e seu povo, dominado e pisado pelos poderosos. A videira (povo) é propriedade de Deus, mais foi destruída. O povo está oprimido e somente Deus pode mudar sua sorte.

Na segunda leitura (Fl 4,6-9) Paulo escreve à comunidade (Paulo esta preso), dá-lhe orientação para a comiunidade de Filipos sobre a oração cristã. O cristão permanece unido a Deus na oração.

O Evangelho (Mt 21,33-34) retorna a primeira leitura de hoje (Is 5,1-7). É a canção de amor que descreve a viha querida, porém, ingrata. O povo não aprendeu a prática da justiç. Esse Evangelho encontramos também em Mc 12,1-12 e Lc 20,1-19.

Jacareí, 02 de outubro de 2011.

Pe. José Afonso de Souza

Pároco

Fonte: Sínopse dos Quatro Evangelhos - Paulus.

            Projeto Nacional de Evangelização - CNBB - n°18.

            Bíblia Sagrada -Edição Pastoral - Paulus.

            Roteiros Homiléticos - Pe. José Bortolini - Paulus.

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