Avisos Paroquiais
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Deus é o único senhor da história e das pessoas

18/10/2011

29° Domingo do Tempo Comum

Is 45,1.4-6; Sl 95(96); 1Ts 1,1-5b; Mt 22,15-21

Tema: "Deus é o único senhor da história e das pessoas".

O Profeta Isaías conta que Ciro, rei dos persas, derrubou o império babilônico e possibilitou ao povo de Israel, que estava escravo, voltar para a sua terra e reconstruir o templo e a cidade de Jerusalém. Deus é livre de escolher quem ele quer para agir em seu nome. Messias, significa: "Aquele-que-é-ungido" pelo Senhor. A unção com o oléo era sinal da presença do Espírito de Deus, presente em uma pessoa para missão de Profeta. O rei libertando o povo da escravidão da Babilônia é saudade como ungido do Senhor. Ele está devolvendo a Deus o que lhe pertence, esse povo sofrido que é o centro das atenções de Deus.

O Salmo 95(96), é um convite a festejar a realeza de Deus como Rei do universo. Ele é Criador, Libertador e governa toda terra com retidão e justiça.

A segunda leitura (1Ts 1,1-5b), é o primeiro escrito do Novo Testamento (50-51 d.C). Tessalônica é uma cidade populosa e com muitas novidades, boas e ruins. Cidade de porto, não era modelo de moralidade pra ninguém. Prostituição, pessoas vadias e ociosas. Paulo chega em Tessalônica vinte anos depois da morte de Jesus, anuncia o Evangelho e organiza a comunidade em pequenos grupos (Cebs). aulo ficou em Tessalônica poucas semanas, teve que fugir, estava sendo perseguido.

Mais tarde, Timóteo traz noticias da comunidade para Paulo que se encontrava em COrintio, dizendo que todos se lembravam dele. Paulo fica muito feliz com a notícia e escreve uma carta aos cristãos daquela comunidade. Foi o primeiro livro do Novo Testamento. A comunidade de Tessalônica torna-se exemplo de caminho a ser seguido pela "atuação da fé, esforço da caridade e firmeza na esperança".

No Evangelho (Mt 22,15-21), aparece o conflito entre o mestre da justiça e as lideranças injustas. Os fariseus vão a Jesus que, após palavras de elogios, chamam-no de mestre verdadeiro, dizem que ele ensina o caminho de Deus. Depois interrogam-no se é lícito pagar o imposto a César. O imposto era o maior sinal de dominação, hoje temos o FMI (dívida externa). Se Jesus respondesse "sim", estarioa contra os fariseus e o povo; se dissesse "não", os que estão com os poderosos (Império Romano) o acusaria de subversivo, hoje comunista.

Jesus em sua resposta, denuncia a hipocrisia. Jesus oferece um ensinamento que está acima do nível proposto pelos inimigos: se eles possuem a moeda, é porque estão comprometidos com os poderosos (sistema). Eles tinham uma moeda, sinal de que estavam comprometidos com o sistema opressor.

Jesus não aprova a dominação sobre o povo. Jesus diz que é preciso devolver a cada um o que lhe pertence. O povo pertence a Deus, pois o ser humano foi feito à sua imagem e semelhança. Só Deus pode ser considerado Senhor das pessoas e do mundo, e ninguém mais, pois em cada um foi estampada a imagem do Deus da liberdade e da vida.

Jesus afirma que acima de qualquer poder humano está Deus e seu povo, criado À sua imagem e semelhança. Não se trata de devolver uma moeda, mas sim devolver a Deus seu povo, o qual não deve se submeter a nenhum poder humano que se faça passar por divino.

Jacareí, 16 de outubro de 2011

Pe. José Afonso de  Souza

Fonte: Roteiros Homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

           Projeto Nacional de Evangelização, n° 18 - CNBB

            Bíblia Sagrada, Edição Pastoral - Paulus

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