Avisos Paroquiais
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Testemunhar em meio aos conflitos

13/12/2011

3° Domingo do Advento

Is 61,1-2a.10-11 / Lc 1,46-54 / Is 61,10b / 1Ts 5,6-24 / Jo 1,6-8.19-28

TEMA: Testemunhar em meio aos conflitos

O 3° Domingo do Advento é conhecido como o Domingo da Alegria. A alegria de que trata a liturgia  deste domingo liga-se à proximidade da festa da Natividade do Senhor (Natal). Atravessamos mais da metade do caminho rumo a noite Santa do Natal, por isso: "Levantai vossa cabeça, pois a vossa libertação está próxima".

De acordo com a 2ª leitura, a comunidade é o lugar para entrarmos em comunhão com o Deus fiel. Participando da comunidade descobrimos que ainda há esperança para os pobres, desanimados, cativos e prisioneiros. O povo pobre é a esposa de Deus (1ª leitura). Em comunidade aprendemos a testemunhar, como João, o Messias que vem para inaugurar novo êxodo de liberdade e vida para os que foram privados (Evangelho). Nós somos hoje a voz que grita no deserto contra tudo o que entortou o caminho do Senhor.

Está chegando a hora da justiça (1ª leitura de Isaías). Isaías é o profeta da esperança na reconstrução do país depois da volta dos exilados para a sua pátria. No texto desse domingo, mostra qual é a missão do profeta: levar as boas notícias às vitimas das injustiças sociais: pobres, desanimados, cativos e prisioneiros (v.1) Anuncia o "ano da graça do Senhor" (v.2). Segundo Lv 25,10, a cada cinquenta anos celebrava-se o ano de júbilo. Proclamava a libertação para todos os habitantes do país. Cada um recuperava sua propriedade e voltava para a sua família.

Para que haja liberdade e vida para todos faz-se necessario "acabar com as injustiças". Chegou a hora de dizer NÃO à sociedade em que os opressores vivem à custa dos oprimidos, em que os ricos se enriquecem sempre mais porque condenam os pobres à miséria; aonde as terras e os bens vão sendo acumulados nas mãos de poucos (Ne 5) e o cetro dos injustos acaba pesando sobre a propriedade dos pequenos ( Sl 125,3). De acordo com o Evangelho de Lucas, Jesus fez desse trecho seu programa de vida (Lc 4,18-21).

O texto de Isaias continua sendo um desafio para nós: sem justiça social o povo não poderá celebrar a festa de casamento com o Deus da Vida. A terra continua permitindo que as sementes brotem: "veremos nesta terra reinar a liberdade".

Testemunhar em meios aos aflitos (Jo 1,6-8.19-28): "Apareceu um homem enviado por Deus; seu nome era João" (v.6) A testemunha é uma pessoas comum, um ser humano, com identidade pr[opria (NOME), que Deus escolheu. A missão de João é "ser testemunha e dar testemunho da luz, a fim de que todos cheguem à fé" (v.7) Um versículo antes (v.5) afirma que as trevas tentaram apagar a luz. Referência à sociedade que tem como sistema a morte. A vida trazida por Jesus é a luz da humanidade. Quando o mundo todo se unir em defesa da vida, começa a se realizar o Reino de Deus.

O versículo (8) define a missão de João: "Ele não era a luz; veio apenas para dar testemunho da luz". dar testemunho da luz consiste em despertar o desejo e a esperança da vida, preparando a chegada daquele que é a vida-luz, todo aquele que defende a vida tona-se testemunha a semelhança de João Batista.

As trevas são as lideranças políticas e religiosas do tempo. Antes de apagar a luz-vida que é Jesus, elas querem eliminar João, a testemunha. Os levitas são a policia do Sinédrio, suprmo tribunal daquele tempo. O levita vai até João e vai logo perguntando; "Quem é você?" (v.19). João responde: "eu não sou o Messias" (v.20). Os que enviaram os polciais de Jerusalém têm medo de perder cargos e privilégios.

"Quem você diz que é?". João diz: "uma voz que grita no deserto: endireitem o caminho do Senhor!" Se você não é nenhum dos profetas (ELIAS, MESSIAS, PROFETA) porque você batiza? Batizar para os fariseus era assumir as´prerrogativas do Messias, de Elias e dos profetas. Para João o batismo era confissão pública de mudança de lealdade e sinal de libertação. A missão de João era denunciar as autoridades e libertar o povo do jugo dos fariseus. O batismo de João era ruptura, desobediência ao sistema e aceitação daquele que não conhecemos (v.26). Jamais conheceremos Jesus se não aderirmos de modo total ao seu projeto de liberdade e vida que ele traz.

João está do outro lado do Jordão, ou seja, está preparando o povo para o novo êxodo, na terra da liberdade e vida. A entrada na nova sociedade vai acontecer com a chegada de Jesus.

Esperar o Senhor em comunidade (2ª leitura 1Ts 5,16-25): A comunidade não é algo acabado, nem o Espírito Santo comunica tudo de uma vez. è aos poucos que vamos descobrindo o projeto de Deus e o que ele exige para o momento presente. Deus escolheu a comunidade como lugar da manifestação de sua fidelidade. Advento é tempo de esperar em comunidade o Deus fiel que vem.

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí,11 de Dezembro de 2011

Fonte: Projeto Nacinal de Evangelização, n°19 - CNBB

Roteiros homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

Bíblia Sagrada, Edição Pastoral - Pauluis

Biblia de Jerusalém - Paulus

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