Avisos Paroquiais
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JESUS E OS MARGINALIZADOS

12/02/2012

12/02/2012

LV 13,1-2.44-41 / 1 COR 10, 31-11,1 / MC 1, 40-45

TEMA: “JESUS E OS MARGINALIZADOS”

Jesus quebrou o rígido código do puro/impuro e foi morar entre os marginalizados. Nas celebrações da nossa comunidade devem estar presentes todos  os marginalizados  da nossa sociedade, só assim as nossa celebrações, serão verdadeira comunhão com a palavra e com o corpo de Jesus.                                                                                                                                        

A 1ª Leitura, Levítico 13, trata de doenças da pele a serem observadas pelos sacerdotes, entre essas doenças, está a lepra. Na leitura não fala da preocupação com a cura, Fala apenas de normas higiênicas, a preocupação é a pureza da comunidade.

Os rabinos consideravam os leprosos como um vivo- morto, a lepra era considerada a mais grave forma de impureza ritual, o aspecto religioso era mais importante do que aspecto médico, o leproso era um excomungado, banido do meio social e religioso, ele não tinha acesso a Deus. O sacerdote quem fechava ou abria a porta de acesso, ele que dizia você é puro ou impuro.

Mesma que ele curasse da lepra era vista como pecador(a), com isso era marginalizado, tanto religioso e social. 

 “ A pessoa que tinha lepra andava com as vestes rasgadas, cabelos solto e a barba coberta, gritando: Impuro! Impuro.” (Lv 45-46). O leproso se tornou perigoso, fonte de contaminação. Roupa rasgadas, cabelo solto, lenço sobre a barba (pensava que se transmitia pela saliva), um verdadeiro espantalho vivo, devia ser reconhecido de longe, devia viver gritando sua marginalização.

Evangelho (MC 1, 40-45), Jesus com o marginalizado.

Pouco a Pouco, são Marcos vai mostrando quem é Jesus. A história de hoje é o Terceiro milagre para mostrar quem é Jesus.

Vimos na Leitura Levítico a situação de marginalidade em que se encontrava o leproso. Essa situação era mais grave no tempo de Jesus, o sacerdote é quem regia o código de puro e impuro. Deus estava sob o controle dos sacerdotes.

O leproso sabia disso e ele toma uma decisão, não vai ao sacerdote e sim a Jesus. Ajoelha diante dele e pede: “ Se quiseres, podes curar-me” (v. 40)

Reconhece que o poder da cura que o tira da marginalidade não vem da religião e sim de Jesus. Não fica gritando de longe (1ª leitura) se aproxime e manifeste a sua adesão a Jesus enquanto fonte de libertação e vida: “ se quiseres, podes curar-me.” Viola a lei para ser curado.

Naquele Tempo curar um leproso era o mesmo que ressuscitar um morto.Jesus Teria ficado furioso, não com o leproso, mas com a lei que em nome de Deus, marginaliza as pessoas, considerando como mortos e Jesus também transgride a lei. Jesus toca no doente com isso se torna também impuro, torna-se leproso e fonte de contaminação, deverá ficar fora e não poderá entrar mais na cidade, ficar em lugar deserto. O filho de Deus vai morar com os marginalizados (deserto).

Então quem é Jesus? É aquele que rompe com o sistema religioso e social e vai morar entre os que são expulso do convívio social.

Jesus cura e manda embora, porque não quer que ele continua vítima do sistema social e religioso que rouba a vida. O sacrifício a ser oferecido, tem caráter de denuncia o que é de abolição do código de pureza. O que foi curado passou a anunciar e o povo ia procurar Jesus, o filho de Deus pode ser encontrado na clandestinidade entre aqueles/as que foram expulso pelo sistema religioso e social.

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 12 de Fevereiro de 2012

Fontes: Projeto Nacional de Evangelização, n°19 - CNBB

Roteiros Homiléticos, Pe. José Botolini - Paulus

Bíblia Sagrada, Edição Pastoral - Paulus

Bíblia de Jerusalém - Paulus

Sinopse dos quatro evangelhos - Paulus

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