Avisos Paroquiais
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JESUS ATRAI TODOS A SI

25/03/2012

25/03/2012

 

5º DOMINGO DA QUARESMA  

32 ANOS DO MARTÍRIO DE DOM OSCAR ROMERO

Jr 31, 31-34 ; Sl 50 (51); Hb 5, 7-9 ; Jo 12, 20-33

TEMA: “JESUS ATRAI TODOS A SI”

Jeremias: “A nova aliança”

Salmo: “Do mundo do pecado para o reino da graça”

Hebreus: “O sacerdócio de Cristo”

João: “Jesus atrai todos a si”

Estamos chegando ao final da Quaresma. No próximo domingo iniciaremos a Semana Santa, com o Domingo de Ramos.                                                                              

Celebramos a fé naquele que, levantado da terra, atrai todos a si. Ele viveu o dia-a-dia do sofrimento humano e, por sua obediência ao Pai, tornou-se fonte de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. O Pai, que lhe prometeu por meio de Jeremias uma nova aliança, impressa no fundo do ser e no coração de cada pessoa, selou-a para sempre no sangue de Jesus. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, a “hora” de Jesus e nossa. Aquele que por nós deu a vida nos convida: “Se alguém me quer servir, que me siga; e onde eu estiver, estará também o meu servo”.                                                                                

Os capítulos 31-32 de Jeremias são chamados de “Livro da consolação de Israel”. O principal desses capítulos é a esperança. esperança.                                                                             

 Jeremias foi escolhido por Deus e por ele conquistado desde o ventre materno, viveu sozinho e só para Deus, conheceu-o a partir do sofrimento, solidão e rejeição social. Os versículos que compõem está leitura, um dos pontos altos de todo o Antigo Testamento, só poderiam nascer do coração de um Profeta como Jeremias. E todos os Profetas de hoje, que puseram em segundo plano interesses pessoais e até a continuidade da vida que se prolonga nos filhos, descobrirão neles a mística que anima seus passos e os faz caminhar apesar dos temores e conflitos.  conflitos.                                                                                                   

 A aliança do Sinai era externa, as lideranças não foram capazes de traduzí-las  em vida e em experiência pessoal do Deus libertador.                                                                                    

A nova aliança é interna, gravada no fundo do ser e no coração de cada pessoa, “nas entranhas” (v. 33), dispensa as mediações (v. 34). Deus se alia à humanidade a partir daquilo que ela possui de mais sagrado, o desejo de viver em liberdade e na fraternidade.

O Evangelho (Jo, 12,20-33) inicia afirmando que  “havia alguns gregos. . . “ (v.20). “Eles se aproximam de Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, disseram: ‘Senhor, queremos ver Jesus’ “ (v. 21). Felipe e André são nomes gregos.                                                                                               

Para São João, ver Jesus não significa só contemplá-lo como os olhos, mas conhece-lo em profundidade, descobrir quem ele é realmente. Os gregos querem penetrar no íntimo da pessoa de Jesus. Eles antes eram pagãos, adoravam ídolos e tinham práticas supersticiosas. Um dia, porém, conheceram Deus e aceitaram a religião hebraica. Por ocasião da Páscoa, sobem até Jerusalém não para fazer turismo, mas para rezar, para encontrar-se com Deus e descobrir o que ele ainda quer deles. Tomam consciência que ainda não alcançaram aquilo que o Senhor lhes pede. Sentem que Deus que que eles se dirija a Cristo. Eles, no entanto, não se dirigem diretamente a Jesus, mas a Felipe e André, os únicos apóstolos com nomes gregos, portanto, são os mais apropriados como mediadores.Na carta aos Hebreus (5,7-9), encontramos um Jesus humano. Ele não fingiu ser homem, ele passou verdadeiramente por todas as dificuldades e tentações comuns aos seres mortais. Tudo isso, porém, com uma diferença: nunca se deixou vencer pelo mal ou pelo pecado e sempre se manteve fiel ao Pai.

Pe. José Afonso de Souza 

Jacareí, 25 de março de 2012

Fonte: Projeto Nacional de Evangelização, nº 20 – CNBB 

Roteiros homiléticos , Pe. José Bortolini – Paulus                    

Bíblia Sagrada, Edição Pastora – Paulus                                        

Bíblia de Jerusalém - Paulus

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