Avisos Paroquiais
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“ASSIM COMO MEU PAI ME AMA, EU AMO VOCÊS”.

14/05/2012

13/05/2012

SEXTO DOMINGO DE PÁSCOA

At 10,25-26.34-35.44-48; Sl 97 (98); 1Jo 4,7-10; Jo 15,9-17

 TEMA: “ASSIM COMO MEU PAI ME AMA, EU AMO VOCÊS”.

Os capítulos 15 até 17 de João trazem vários ensinamentos muito bonitos, fruto da catequese nas comunidades do Discípulo Amado. O evangelista os juntou e colocou aqui no ambiente amigo do ultimo encontro de confraternização de Jesus com os discípulos.

 João 15, 9 -11: Permanecer no meu amor, fonte da perfeita alegria:                                                                                                 

       “Assim como meu Pai me amou, eu também amei vocês: permaneçam no meu amor. Se vocês obedecem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeci aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu disse isso a vocês, e a alegria de vocês seja completa”. (v. v. 9 – 11). 

Jesus permanece no amor do Pai observando os mandamentos que ele recebeu. Nós permanecemos no amor de Jesus observando os mandamentos que ele nos deixou. E devemos observá-los com a mesma medida com que ele observou os mandamentos do Pai: “Se vocês obedecem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeci aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor”. É nesta união de amor do Pai e de Jesus que está  a fonte da verdadeira alegria: “Eu disse isso a vocês para que minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa”.

João 15, 12 -13: Amar os irmãos como ele nos amou.

       “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (v. v. 12-13).        

 O mandamento de Jesus é um só: “amar-nos uns aos outros como ele nos amou!” (v.12). Jesus ultrapassa o Antigo Testamento. O critério era: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 18,19). O novo critério é: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Aqui ele disse aquela frase que cantamos até hoje: “Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão”.  

João 15, 14 - 15: Amigos e não empregados.

         “Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando. Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai”. (v. v. 14 – 15).

 “Vocês serão meus amigos se praticarem o que eu mando”,  a saber, a prática do amor até a doação total de si! Em seguida, Jesus coloca um ideal altíssimo para a vida dos discípulos e das discípulas. Ele diz: “Não chamo vocês de empregados, mas de amigos. Pois o empregado não sabe o que faz o seu patrão. Chamo vocês de amigos, porque tudo que ouvi do meu Pai contei para vocês”! Jesus não tinha mais segredos para os seus discípulos e discípulas. Tudo que ouviu do Pai contou para nós! Este é o ideal bonito da vida em comunidade: chegarmos à total transparência, ao ponto de não haver mais segredos entre nós e de podermos confiar totalmente um no outro, de podermos partilhar a experiência que temos de Deus e da vida e, assim, enriquecer-nos mutuamente. Os primeiros cristãos conseguiram realizar este ideal durante alguns anos. Eles “eram um só coração e uma só alma” (At 4,32; 1, 14; 2, 42.46).

 

João 15, 16 – 17: Foi Jesus que nos escolheu

         “Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que vos escolhi vocês. Eu os destinei para ir e dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça. O Pai dará a vocês qualquer coisa que vocês pedirem em meu nome. O que eu mando é isto: amem-se uns aos outros.” (v. v. 16 – 17).

Não fomos nós que escolhemos Jesus. Foi ele que nos escolheu, nos amou e nos deu a missão de ir e dar fruto, fruto que permaneça. Nós precisamos dele, mas ele também quer precisar de nós e do nosso trabalho para poder continuar fazendo hoje o que fez para o povo na Galiléia. A última recomendação:   “Isto vos mando: amai-vos uns aos outros!”

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 13 de maio de 2012

Fonte: Raio X da vida – Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino – Ed. Cebi

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