Avisos Paroquiais
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“DEUS NÃO FAZ PACTO COM O MAL”

10/06/2012

10/06/2012

DÉCIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Gn 3, 9 – 15; Sl 129 (130); 2Cor 4, 13 – 5,1; Mc 3, 20 – 35

TEMA: “DEUS NÃO FAZ PACTO COM O MAL”

Nossos tempos são de ganância, violência, corrupção, impunidade. . . uma lista de maldade que faz nosso povo sofrer. Um grupo muito pequeno luta contra a corrente. Mas ele mesmo é vitima de calúnia, ameaças, perseguições e, às vezes, até são mortos violentamente. O que a Palavra de Deus poderá nos inspirar para melhorarmos este mundo? A Palavra de Deus nos ajudará a descobrir quem são os responsáveis por está sociedade corrupta. Deus não quer o mal, nem compactua com ele, pois Jesus veio para nos libertar desse mal que assola a nossa sociedade, tirando o povo da exploração e do sofrimento. Jesus forma nova família com os que fazem a vontade de Deus, sustentando na luta e sobretudo nos momentos mais difíceis. Quem são os responsáveis pela sociedade corrupta? (Gn 3, 9 – 15). Os Capítulos 2, 3 e 4 do livro dos Gênesis, foram escritos no tempo de Salomão (971 – 931 a. C.). Esses capítulos querem mostrar o caos social criado pela política injusta e gananciosa de Salomão, que levou o povo à escravidão. Querem mostrar, também, como Deus se posiciona diante de tudo isso, amaldiçoando tudo o que escraviza as pessoas (serpente) e acenando com a esperança de que, no conflito com o mal, o bem irá triunfar.

Deus aponta o caminho da esperança: A certeza da vitória está na luta de uma descendência justa, o que fere mortalmente a cabeça da serpente (v. 15). O caos criado por Salomão e pelas lideranças de nossos dias não estão em sintonia com a harmonia desejada por Deus. O que Ele quer é uma geração nova (no Evangelho de hoje, será a nova família de Jesus), que lute contra tudo o que divide e escraviza as pessoas. Deus não compactua com o mal.

Podemos dividir o Evangelho ( Mc 3, 20 – 35) de hoje em três cenas:

A. Libertar os oprimidos é loucura para “as pessoas de bem”. (v.v. 20 – 22).

B. Jesus não compactua com o mal (v.v. 23 – 30).

C. A nova família de Jesus (v.v. 31 – 35)

A. Libertar os oprimidos é loucura para “as pessoas de bem” (v.v. 20 – 22): São Marcos gosta de mostrar Jesus cercado de gente simples, pobres, trabalhadores, oprimida (1, 32-34; 2, 1-2.15-17; 3,10-11) é no meio dessa gente que Jesus se sente em casa, é aí que revela quem é Jesus. A casa de Jesus é onde se reúnem os sofredores, Jesus e os seus seguidores não tinham tempo nem para tomar refeição. Seus próprios parentes acusam de louco. Para os certinhos, libertar os que sofrem é perigoso, pois mexe com muita gente. Marcos é o único evangelista a registrar esse episódio.

B. Jesus não compactua com o mal (v.v. 23 – 30): A segunda tentativa de desmoralizar Jesus vem dos doutores da lei. Eles já haviam decretado a eliminação de Jesus, portanto, era grave a situação de Jesus. Acusam Jesus de estar possuído pelo demônio, uma acusação muito grave, Jesus a qualifica de “pecado sem perdão”, por ser pecado contra o Espírito Santo. (v.v. 29-30). É pelo Espírito Santo que Jesus liberta as pessoas. Portanto, tentar desmoralizar ou impedir a atividade libertadora, que hoje se prolonga nos cristãos, é blasfemar contra o Espírito Santo.

C. A nova família de Jesus (v.v. 31 – 35): Os familiares de Jesus, inclusive sua mãe, chegam e, de fora, mandam chama-lo. Não se trata de tirar Jesus para fora, mas de entrar com Ele (4,11). A verdadeira família de Jesus, a partir de agora, é formada pelos que estão ao redor d’Ele (v. 34). Só quem passa do estar fora para o estar dentro, com Jesus e os sofredores, é que será considerado irmão, irmã e mãe de Jesus, pois Ele se sente “em casa” somente quando cercado de pobres, pecadores e oprimido.

Esperanças e desafios do cristãos perseguido (2 Cor 4, 13-5,1): Paulo apresenta dois motivos de esperança:

1- A vida de Jesus se manifesta no corpo dos missionários em beneficio da comunidade cristã (v.v. 11-12).

2- Deus que ressuscitou a Jesus, ressuscitará também os que se comprometerem com Ele (v. 14).

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 10 de Junho de 2012

Fonte: Roteiros homiléticos, Pe. José Bortolini – Paulus

Bíblia Sagrada, Edição Pastoral - Paulus

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