Avisos Paroquiais
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“A FORÇA DO REINO DE DEUS”

16/06/2012

17/06/2012

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ez 17, 22-24; Sl 91 (92); 2 Cor 5,6-10; Mc 4, 26-30

TEMA: “A FORÇA DO REINO DE DEUS”

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Primeira leitura (Ezequiel 17, 22-24): “Deus é reconhecido como tal, por seus atos de libertação”.                                                              

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O Profeta Ezequiel foi levado para o exilio da Babilônia durante a primeira deportação (597 a. C.). É no exilio, vivendo com seu povo o peso da opressão, que exerce sua atividade profética. Sendo ao mesmo tempo sacerdote, procurando animar seu povo projetando a futura reconstrução de Jerusalém e do Templo. Deus se serviu dele para transmitir esperança ao povo exilado. O livro de Ezequiel é uma proposta nova de sociedade, pois a que provocou a ruína do povo nada mais contém de bom.                                  

Os versículos de hoje, emprega imagem agrícola, o Profeta apresenta Deus como o que tira um galho da copa do cedro (o povo eleito), transplantando-o sobre o alto monte, isto é, Jerusalém, v.v. 22-23 a. Debaixo de sua sombra todos os pássaros (povos) farão seus ninhos (morada). É a sociedade ideal, que serve de abrigo e proteção internacional.                                               

O fim do exílio é visto como mudança de sorte, porque Deus é o Deus dos fracos. A imagem agrícola, poda e crescimento: ele abaixa a árvore alta (poderosos) e eleva a árvore baixa (isto é, liberta o povo oprimido, Magnificat; cf. Lc 1, 52).                               

A Javé é reconhecido como tal por seus atos de libertação, por sua capacidade de transformar em vida situações de morte, pois é o único que fala e realiza o que prometeu.                                                

A força do Reino de Deus (Marcos 4, 26-34): Jesus inicia sua atividade com sucesso. Esse sucesso é substituído pela hostilidade da família e dos adversários de Jesus (Evangelho de domingo passado, Mc 3,6).                  

Não se trata só da crise de Jesus, o Evangelho de Marcos foi, talvez, o primeiro catecismo para os primeiros cristãos em preparação para ser batizado. As parábolas, visam superar as crises da caminhada dos primeiros cristãos e de todos os tempos. Marcos afirma que é preciso começar de novo, é preciso começar sempre. A parábola da semente que cresce por si só é uma das respostas à crise na atividade de Jesus e na caminhada das comunidades cristãs. Em meios as dificuldades, o importante é continuar semeando. É que fez Jesus e o que devem fazer os cristãos. O processo é lento, mas progressivo: folhas, espigas e grãos que enchem a espiga (v. 28). A semente do Reino cresce por si só. O importante é semear. 

                                            

A lógica do Reino é diferente da dos adversários de Jesus. Mesmo que o matem, Ele é a semente jogada na terra, destinada a produzir fruto (cf. Jo 12, 24: “Sê o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto”). “Quem tem ouvidos, ouça!” (4,9). É preciso entrar a fazer parte do Reino, porque estando fora (4,11) não será possível superar as dificuldades do dia-dia.

                                                                       

Consequência da FÉ (2Cor 5,6-10): alguns coríntios, achavam que os sofrimentos e perseguições enfrentados por São Paulo não tinham sentido nem valor. “Sem cessar e por toda parte levamos em nosso corpo a agonia de Jesus” (cf. 4,10).                                       

No trecho de hoje, Paulo é movido pela confiança (v.v. 6-8) e pela . O centro da leitura de hoje é o versículo sete (7): “Caminhamos pela fé, e não pela visão”. A FÉ tem consequências concretas. Para São Paulo, CRER é comprometer-se, em comunidade, com o Projeto de Deus. São Paulo fala das contas que cada um terá de prestar a Cristo “segundo o que tiver feito de bom ou mal, enquanto estava no corpo” (v. 10). O corpo do cristão é o templo do Espírito (1Cor 6,19) membro de Cristo (1Cor 6,15), somos destinados a formar comunhão com as pessoas e com Deus.

                                              

           Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 17 de junho de 2012

 

Fonte: Projeto Nacional de Evangelização – CNBB

Bíblia de Jerusalém – Paulus

Bíblia Sagrada, Edição Pastora – Paulus

Roteiros Homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

 

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