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SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS

01/07/2012

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS

 O martírio de Pedro e Paulo consagrou para nós este dia, da mesma forma que para nós comunidade de São José Operário, o martírio dos mártires da caminhada latino-americana consagrou para nós o dia de ontem com a nossa primeira romaria dos mártires. Celebramos num único dia o martírio dos apóstolos, que tidos como colunas da Igreja, eram como única pessoa, embora martirizados em dias e de maneiras diferentes. Foram igualados pelo testemunho que deram.

A liturgia deste dia nos convida de maneira especial a fazer uma reflexão sobre a Igreja, e isso nós faremos a partir do “apelido” que Jesus dá a Simão: Pedro, que quer dizer pedra. Pedra esta que significa o fundamento firme para a igreja, capaz até mesmo de resistir às forças do inferno (Mt 16, 18). Este fundamento é a fé que Pedro professou, a fé da comunidade de Mateus , a mesma fé que todos nós também professamos: a fé no Messias que dará ao povo a libertação, a glória e o poder. Nesta passagem do evangelho, Mateus anima a sua comunidade, então perseguida, que via na pessoa de Pedro uma liderança marcante. Este animo dado à comunidade é alicerçado na Palavra transmitida por Jesus.

Assim, podemos compreender que a Igreja não está fundada sobre a pessoa de Pedro, mas sim sobre a fé da comunidade representada ali por ele ao professar: “Tu és o Messias, filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). Pedro, representa a universalidade e a unidade da Igreja que tem por fundamento uma mesma fé.

É importante ressaltar, que ao falar de Igreja, fala-se no sentido da palavra que provém do grego, ekklésia, que quer dizer, convocada, escolhida, ou seja, ao falarmos de Igreja nos referimos a “todo povo que se reúne convocado pela palavra de Deus a procurar viver a palavra do Reino que Jesus trouxe”.

Mas, quem foi Pedro? Pedro foi um homem fraco na fé, que teve duvidas, tentou desviar Jesus, teve medo no horto, dormiu e fugiu, não entendia o que Jesus falava... era como todos os pequenos que Jesus proclamou felizes, porém, foi aquele que mereceu representar toda a Igreja. Assim também somos nós, muitas vezes fracos na fé, cheios de dúvidas, fugimos... mas, mesmo assim Jesus nos confia a responsabilidade sobre toda a Igreja, sobre a comunidade.

A Igreja, a comunidade não é o Reino definitivo, mas um instrumento, uma amostra do que deve ser este Reino. Deveríamos aparecer aos olhos de todos, aquilo que acontece quando se deixa Deus reinar conduzindo nossas vidas.

Pedro, foi o escolhido por Jesus a ouvir: “tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18), mas como um representante, assim, todos os discípulos, apóstolos, a comunidade, ouviu na pessoa de Pedro as palavras de Jesus. Hoje, Jesus continua a dizer a todos as mesmas palavras “vocês são pedras”. Cabe a nós refletirmos que pedras estamos sendo, para a edificação de uma Igreja, de uma comunidade ou para o tropeço de muitos.

Seminarista Rogério S. Lemes

Jacareí, 01 de julho de 2012

FONTES:

. Bíblia sagrada, CNBB;

. CEBI (Centro de Estudos Bíblicos): www.cebi.org.br, acesso em 30/06/2012;

. Sermão de Santo Agostinho, em: Liturgia das Horas, ofício das leituras: Solenidade de São Pedro e São Paulo.

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