Avisos Paroquiais
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TEMA: “A VIDA QUE DEUS DÁ É DESAFIO, DOM E CONQUISTA”

05/08/2012

 

DIA DO PADRE

 

 DÉCIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM

LEITURAS: Ex 16,2-4.12-15 ; Sl 77 (78) ; Ef 4,17.20-24 ; Jo 6, 24-35

 

TEMA: “A VIDA QUE DEUS DÁ É DESAFIO, DOM E CONQUISTA”

A vida com seus bens (saúde, moradia, terra, emprego, salário justo, educação, direitos humanos, participação do povo nas decisões nacionais etc.) é dom de Deus. Porem, Deus não concede seus dons quando as pessoas esperam passivamente; pelo contrário, ele os concede à medida que as pessoas caminham da escravidão para a liberdade e a vida, superando os desafios da caminhada, como está na Primeira Leitura do Livro do Êxodo (16,2-4.12-15).                                                                                        

O trecho relata uma das dificuldades enfrentadas pelo povo de Deus a caminho da Terra Prometida. Mostra também a presença do Senhor que apoia e sustenta a caminhada, pois ele quer seu povo livre e usufruindo os bens da vida.                                                                                                                                                                         

O povo de Deus está a caminho, saindo do passado de escravidão e morte para o futuro de liberdade e vida. O deserto (16,1) não é a meta, e sim etapa de passagem, lugar de organização do povo para conquistar a terra que Deus prometeu. Na dificuldade do deserto, o povo reclama contra os líderes Moisés e Aarão (v.2). A murmuração da comunidade é grave porque coloca em jogo o ideal de libertação do êxodo: “Quem dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quanto sentávamos junto as panelas de carne e comíamos pão com fartura! Vocês nos trouxeram a este deserto só para fazer morrer de fome esta gente!” (v.3). Javé é o Deus que liberta. Agora, o povo prefere sentir o peso da mão de um deus que mata na terra da escravidão! Javé foi considerado a um deus gerador de morte. A comunidade chama de vida aquela situação de morte experimentada no Egito, minimizando a gravidade da opressão em troca de carne e pão, achavam suficiente ter comida, mesmo que para isso devessem continuar escravos. Até pintavam a escravidão com cores positivas. Os escravos não tinham carne para comer e afirmam que “sentavam junto as panelas de carne”. A murmuração é mentirosa, desestimula o projeto de liberdade e considera normal a escravidão do Egito só porque tinha comida. “Escravos, sim, mas de barriga cheia”. “Deus dando saúde o resto a gente se vira”, pensam muitos hoje em dia. Deus não permite que seu povo volte a escravidão e providencia alimento: “O povo saíra diariamente a fim de recolher o necessário para aquele dia” (v.4 a.) “Assim saberão que eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (v.12).

EU SOU O PÃO DA VIDA (Jo 6,24-35): A incompreensão do sinal realizado no Evangelho de domingo passado (multiplicação dos pães: Jo 6, 1-15), serve de ocasião para que Jesus desenvolva o discurso do pão da vida. Plenitude do ser humano não vem de cima, mas nasce de dentro, requer amor que se traduz em partilha. A multidão está a procura de um líder, Jesus que é capaz de fazer tudo sozinho, sem a colaboração das pessoas. Jesus supera a visão do maná no deserto: “Não trabalhem pelo alimento que perece, trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna, que o Filho do Homem dará a vocês” (v.27). O alimento que não acaba é a PARTILHA, partilhando ainda sobraram doze cestos. O projeto de Deus não tem preço, aderir a Jesus enquanto dom do Pai para o mundo novo. Aderir a Jesus é trabalhar pelo alimento que dura para sempre.

OS DESAFIOS DO HOMEM NOVO (Ef 4, 17.20-24): A carta é endereçada a cristãos que vieram do paganismo. Eles foram instruídos conforme a verdade que está em Jesus, ou seja, tornaram-se, pela Catequese e pelo Batismo, novas criaturas, com isso tem repercussões  na vida da comunidade e na sociedade. O desafio é viver nessa sociedade sem entrar no esquema alienante. Precisa o cristão/ã de hoje ter atitude PROFETICA DE RUPTURA com os esquemas sociais de morte. Assumir nova atitude no modo de ser e de pensar (v.23). O texto emprega o Rito do Batismo daquele tempo: a troca de roupa (significa nova IDENTIDADE), criado/a a imagem de Deus.

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 5 de agosto de 2012

 Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastoral – Paulus                                      Roteiros Homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

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