Avisos Paroquiais
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“DA HUMANIDADE DE JESUS NASCE A VIDA PARA O MUNDO NOVO”

12/08/2012

12/08/2012

  DÉCIMO NONO DOMINGO DO TEMPO COMUM

  DIA DOS PAIS

  1Rs 19,4-8; Sl 33 (34); Ef 4, 30-5,2; Jo 6, 41-51

  TEMA: “DA HUMANIDADE DE JESUS NASCE A VIDA PARA O MUNDO NOVO”

 

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,27). Mais ainda: na plenitude dos tempos, a Palavra se fez gente e habitou entre nós. E de sua plenitude todos nós recebemos um amor que corresponde ao seu amor (Jo 1, 14.16). Um Deus próximo, que fala com as pessoas, anima-as e sustenta-lhes a caminhada em meio a situações de morte. Em meio a morte, o Profeta caminha para a vida, é o que diz a Primeira leitura.                                       

O texto de hoje, pertence à história de Elias (1Rs 17 a 2Rs 1). Elias é “homem marcado para morrer”. Ele se confrontara com o rei Acab e a rainha Jezabel, matando no monte Carmelo os profetas de Baal (18,20-40). Por causa disso, a rainha decreta a morte do Profeta Elias (19,1-2). Sente-se dominado pelo medo e foge, no desespero procura no deserto o lugar para pôr-se a salvo, chega ao ponto de desejar a morte pelas mãos de Deus. O fim da linha do Profeta é a morte.                                                                                               

Não é simplesmente uma fuga, e sim perseguição. O fim não é a morte, mais o encontro com Deus no  monte Horeb (Sinai), onde Deus se encontrou com Moisés, selando a aliança com seu povo. Nessa peregrinação Deus sustenta e protege o Profeta, alimentando-o, insistindo que como e beba, em vista da longa caminhada. O Profeta é protegido pelo Senhor.       

Elias é símbolo do próprio povo de Deus do êxodo (Leitura de domingo passado: Ex 16,2-4.12-15) alimentando com o maná. Deus não abandona seu povo e seus Profetas, ainda que marcados para morrer. A peregrinação é longa (quarenta dias e quarenta noites) ao longo do deserto. A partir do Monte Sinai a vocação profética se manifesta com grande clareza.    

A liturgia escolheu esse trecho porque o “alimento misterioso” dado a Elias aponta para o mistério-revelação de Jesus: “Eu sou o pão da vida, Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá” (cf. evangelho).

Da humanidade de Jesus nasce a vida para o mundo (Jo 6, 41-51: “Eu sou o pão que desceu do céu”). Por alguns domingos, a liturgia nos oferece a leitura quase completa do capítulo seis (6) de João.

                                                                                                           

No décimo sétimo domingo do tempo comum, ano B (29/07/2012), Jo 6, 1-15: “Jesus sacia a fome do povo”(multiplicação dos pães).

No décimo oitavo domingo do tempo comum, ano B (05/08/2012), Jo 6,24-35: “Deus dá um pão que sustenta para sempre” (Jesus em Cafarnaum).

No décimo nono domingo do tempo comum, ano B (12/08/2012), Jo 6, 41-51: “Eu sou o pão da vida que desceu do céu” (Ouvir o Pai e crer).                                                                         

Depois dessas palavras muitos dos discípulos o abandonaram (Jo 6,60-66). Na comunidade de João não tinha sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia. Comer a carne de Jesus e beber seu sangue eram sinônimos de assimilação da pessoa de Jesus na sua totalidade: aceita-lo como dom do Pai.                                                                             

A Eucaristia não é simples gesto ritual, e sim um compromisso pleno com a pessoa de Jesus e o seu projeto. Comungar é acolher Jesus na sua totalidade.                                                    

 Jesus é a proposta de Deus para criar o mundo novo em base à partilha dos bens da criação. O escândalo está no fato de Jesus se apresentar como ser humano (de Nazaré pode vir alguma coisa boa? Jo 1, 46). Ser gente no meio da gente, é pedra de tropeço para os líderes. “A Palavra se fez homem e habitou entre nós . . .” (1, 14).

A encarnação de Jesus revela a humanidade de Deus. Encarnando-se, ele optou pelo ser humano e por sua libertação. A nova lei não é escrita só num povo, mas em todos os que desejam ser discípulos de Deus. Jesus é a proposta de Deus para se obter a vida definitiva. A vida definitiva não depende da observância da lei, mas da adesão plena a Jesus. É na pessoa de Jesus enquanto pão (isto é, dom amoroso) é na sua carne para a vida do mundo que se revela a humanidade de Deus. Em sua carne tornou-se Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (1,29). Aceita-lo em sua humanidade é passar da morte à vida.

 

A fotografia do homem novo (Ef 4, 30-5,2): A leitura de hoje começa pedindo que os cristãos “não entristeçam o Espírito Santo com que Deus marcou vocês para o dia da libertação”(30). Segundo Is 63,10, a murmuração no deserto entristeceu o Espírito (leitura de domingo passado, 18º, ano B, 5/8/2012, Ex 16,2-4.12-15). O sinal que acompanha a comunidade e marca a caminhada é o Espírito Santo de Deus. A vida de Jesus é a síntese do que o Pai quer dos seus filhos/as. Cristo nos amou e se entregou por nós (v.2). Amor se entrega é egoísmo, amar é entregar-se a comunidade como Cristo, que é  o retrato do Homem Novo.

                 

                 

     

Pe. José Afonso de Souza                                                      

Jacareí, 12 de agosto de 2012

Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastora – Paulus                                     

Roteiros Homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

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