Avisos Paroquiais
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TEMA: “O CAMINHO DE JESUS E DOS DISCÍPULOS”

16/09/2012

16/09/2012

  ENCERRAMENTO DA SEMANA DA BÍBLIA

  VIGÉSSIMO QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

  Is 50, 5-9a; Sl 114 (115); Tg 2, 14-18; Mc 8, 27-35

  TEMA: “O CAMINHO DE JESUS E DOS DISCÍPULOS”

 

Celebrar a Eucaristia é fazer memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Ele é o Messias, mestre, profeta e revelador do projeto de Deus. Sua missão é marcada pelo sofrimento, morte e ressurreição, com os quais destrói a sociedade injusta que devora vidas humanas. Jesus é o Messias que chama as pessoas ao compromisso com seu projeto. Ser discípulo/a  dele é fazer as mesmas coisas que ele fez para libertar o mundo da ganância que mata. Por isso, celebrar não é só fazer memória das ações libertadoras de Jesus, mas atualizá-las na prática concreta, pois a fé sem as obras é morta. A medida que celebramos, vamos crescendo na consciência de que o projeto de Deus nos chama ao compromisso. Celebrar a fé é encher-se de força para enfrentar tudo o que impeça aa vida e a liberdade do ser humano.

Is 50, 5-9a (Is 42, 1-9; 49, 1-9): Aqui estão os três cânticos do Servo de Javé.

No primeiro cântico do Servo de Javé (Is 42, 1-9), é uma pessoa, depois essa pessoa foi tomada como figura coletiva, isto é, todo povo pobre e fiel. O Servo é o Missionário escolhido que, graça ao Espírito de Javé, recebe a Missão de fazer que surja uma sociedade conforme a justiça e o direito. Ele não submeterá os fracos ao seu domínio, mas seu agir acabará produzindo uma transformação radical: “os cegos enxergarão e os presos serão libertos.  

O segundo cântico do Servo de Javé (Is 49, 1-9a), vocação e missão do Servo de Javé, descreve as características da missão profética: desde o inicio (ventre), o Servo recebe a missão (nome) de anunciar a Palavra de Javé para reunir e restaurar seu povo disperso. Essa restauração implica reunir e organizar o povo, sendo líder no movimento da libertação: isso implica a reorganização politico-social e a justa distribuição da terra. A missão do Servo ultrapassa as fronteiras de uma nação, pois fará com o povo da aliança se torne luz para os outros povos.      

O terceiro cântico do Servo de Javé (Is 50, 1-9a), que é a Primeira leitura de hoje, mostra que a missão do Servo é apresentada como encorajamento aos fracos e abatidos. Para isso, não resiste ao que Javé lhe pede e não recua diante das dificuldades e ataques de adversários. Quem o acusará se seu advogado é o próprio Deus? Os adversários serão apanhados na mesma armadilha que lhe tinha preparado (v. 11). Tal foi a atitude de Jesus, e é a característica fundamental de seus seguidores/as.

O Evangelho de Marcos (8,27-35), que quer saber quem é Jesus? Temos a resposta na primeira leitura (No 1º, 2º e 3º cântico do Servo Sofredor). A pergunta de Jesus força os discípulos a fazer uma revisão de tudo o que ele realizou no meio do povo. Esse povo não entendeu quem é Jesus. Os discípulos, porém, que acompanham e vêem tudo o que Jesus tem feito, reconhecem agora, através de Pedro, que Jesus é o Messias. A ação messiânica de Jesus consiste em criar um mundo plenamente humano, onde tudo é de todos e repartido entre todos. Esse messianismo destrói a estrutura de uma sociedade injusta, onde há ricos à custa de pobres e poderosos à custa dos fracos. Por isso essa sociedade vai matar Jesus, antes que ele a destrua. Mas os discípulos imaginam um Messias glorioso e triunfante.

Na segunda leitura (Tg 2, 14-18), diz que o único meio de salvação é a fé, a adesão a Jesus Cristo. Essa fé porém, não coisa teórica ou mero sentimento interior; é o compromisso que se manifesta concretamente em atos e fatos visíveis. Como está em Mateus 7, 21: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, só entrará aquele que põe em prática a vontade do me Pai que está no céu”.

 

Pe. José Afonso de Souza          

 Jacareí, 16 de setembro de 2012

Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastora – Paulus                                         

Roteiros homiléticos, Pe. José Bortolini – Paulus                                         

Projeto Nacional de Evangelização, nº23 - CNBB

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