Avisos Paroquiais
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TEMA: “JESUS SERVIDOR E SEUS DISCÍPULOS”

23/09/2012

23/09/2012

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  25º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

  Sb 2,12.17-20; Sl 53 (54); Tg 3,16-4,3; Mc 9,30-37

  TEMA: “JESUS SERVIDOR E SEUS DISCÍPULOS”

 

O messianismo de Jesus se traduz em serviço até a doação da própria vida. Celebrar a Eucaristia  é fazer memória da ação de Cristo, procurando vivencia-la em nossa prática cristã. Por isso, ser cristão, discípulo de Jesus, é tomar posição dentro dos conflitos sociais, promovendo o direito e a justiça. Na primeira leitura do Livro da Sabedoria diz que os injustos não suportam a prática do justo. O capitulo 2 do livro da Sabedoria apresenta o discurso dos injustos. O texto revela os conflitos existentes na comunidade judaica de Alexandria, no Egito (Século 1 a. C.). Quem são os injustos e o que fazem? Eles oprimem os justos pobres, as viúvas, e não respeitam o velho (2,10). Fazem isso porque manipulam a lei, que protegia as pessoas. Pela violência impuseram as injustiças como norma que regula as relações sociais (v.11). Eles e sua injustiças tornaram lei. Quem pode ser contra? 

O justo incomoda, critica o que fazem, denuncia as transgressões da Lei, acusando-os de falta de educação e de bom-senso (v.12). O justo é a pedra no sapato dos injustos, os Profetas encarnavam a denuncia contra os poderosos opressores. Não era só critica, o Justo se opõe  sobretudo por um comportamento diferente (v.15). Rompe com eles, não tem nada em comum com eles, em sua defesa tem o próprio Deus, garantindo que as Bem-aventuranças pertence aos justos, que tem Deus do seu lado (v.16). O texto dá a impressão que o justo está sozinho, com isso aumenta a arrogância dos injustos.

Uma sociedade baseada na mentira e na injustiça não suporta que haja pessoas que a critiquem. Por isso os injustos vão ao ataque contra os defensores da justiça: armam ciladas  mortais contra os justos (Irmã Dority, Indio Chicão Xucuru, Pe. João Bosco, Margarida Maria . . .), difamam, procuram desmoralizar, como alguém estranho, esquisito, inimigos da ordem, subversivos, agitadores etc.

São torturados, para chegar a morte sem que haja alguém dispostos a defender-lhe a causa (v.20). A morte dessas pessoas que lutam por justiça levanta uma questão importante: Onde está Deus nestes momentos? Para os injustos Deus não existe. Este é o grande drama dos que sonham como uma sociedade justa e lutam por ela: Por que Deus não intervém? Matando o justo, os injustos acham que mataram o próprio Deus. Deus não fez a morte, as criaturas são todas saudáveis: nelas não há veneno de morte, e a região dos mortos não reina sobre a terra. “Porque a justiça e imortal!” (1,13-15).

  

A primeira leitura, serve de ponto de partida para entendermos o Evangelho deste domingo: “o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens e eles o matarão. Mas três dias após sua morte, ele ressuscitará” (Mc 9,31b).

Mesmo diante de uma possível morte, as palavras de Jesus deixam transparecer a tranquilidade própria de quem sabe aonde vai e a serena aceitação destes fatos que irão concretizar um futuro muito próximo. Jesus tem consciência da missão que recebeu do Pai e está disposto a leva-la até o fim, mesmo se isto significar uma morte humilhante na cruz. Ensinamento fundamental para os que querem seguir o Cristo e participar na construção de um mundo novo. Desanimar, parar, não ser fiel ao propósito assumido não constrói nada.

Diante do anúncio da Paixão, o silêncio toma conta dos discípulos que não entendem e têm medo de perguntar. Não entendem que o caminho  da vida passará pela morte.                                                                        

O ensinamento central de Jesus parte da pergunta aos discípulos : “Que vocês estava discutindo pelo caminho?” Ele sabe do que se trata, mas quer ouvir deles. A cena mostra que é na intimidade com Jesus que vamos aprendendo certas coisas com relação à Palavra. Para entendermos o que Deus quer de nós  precisamos conhece-lo, conhecendo seremos mais íntimos dele.

Pe.José Afonso de Souza

Jacareí, 23 de setembro de 2012

 

Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastoral – Paulus                                                      

Roteiros homiléticos, Pe. José Bortolini – Paulus                                             

Projeto Nacional de Evangelização, nº 23 - CNBB

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