Avisos Paroquiais
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TEMA: “NINGUÉM MONOPOLIZA DEUS”

30/09/2012

30/09/2012

  26º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

  Nu 11, 25-29; Sl 18 (19); Tg 5, 1-6; Mc 9,38-43.45.47-48

  TEMA: “NINGUÉM MONOPOLIZA DEUS”

 

O livro dos Números trata da organização e marcha do povo de Deus rumo à conquista da terra prometida. No capítulo 11 encontramos alguns obstáculos que impedem a marcha. A primeira dificuldade é a falta de comida (11,4-9). A seguir, vem a queixa de Moisés com Javé porque não pode liderar sozinho esse povo numeroso (v. 14) e, diante dessa situação, prefere morrer (v. 15).  

Javé pede separe setenta anciãos do povo, para repartir com eles a responsabilidade, os encargos da liderança. Javé põe nesse setenta anciãos o espírito de Moisés (v. 25). Assim a liderança e partilhada e as decisões tomadas em conselho. Eles profetizam, o que é melhor para todo o povo na caminhada para a conquista da terra prometida.

Dois  dos representantes  estavam profetizando no acampamento, no meio do povo, isto para mostrar que independente de estar ligado a nossa instituição ou não, também existem profetas. Alguns gostariam que isso não acontecesse. Por isso ninguém pode monopolizar Deus.

Sabemos que a partir da segunda metade do Evangelho de Marcos, Jesus se dedica quase exclusivamente a instrução dos discípulos e discípulas.

O primeiro ensinamento de hoje se encontra na resposta que Jesus dá a João, “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lhe proibimos, porque ele não nos segue” (Mc 9, 38).

João dá voz a mentalidade de alguns cristãos e cristãs, de todos os tempos, que acreditam que eles tem o monopólio sobre o nome de Jesus e a exclusividade na construção do Reino. Esquece que sua pertença ao grupo de Jesus foi um dom de pura gratuidade, foi o próprio Jesus quem os chamou (Jo 15,15), os que por ele foram escolhidos não devem pensar que eles são os únicos em quem possa operar o Espírito Santo.                                                 

Deus continua chamando, homens e mulheres para fazer o bem, além de que eles pertençam ou não à comunidade eclesial (LG 33,34).  A resposta de Jesus é bem clara: “Não proíbam, pois ninguém faz um milagre em meu nome e depois fala mal de mim!” (Mc 9, 39). O importante é se unir na construção do Reino, não pertencer a um grupo ou outro. Expulsar demônios (injustiças) é um sinal de que o Reino está próximo, está no meio do povo, o que importa é se esta fazendo o bem. Esse é o caminho do diálogo eclesial, ecumênico. O respeita e a intolerância são fundamentais, como vimos tão claro em Jesus no Evangelho de hoje.

Unir forças com todos os homens e mulheres, de diferentes religiões e até com aqueles que dizem não ter religião, mas que querem trabalhar pelo bem do ser humano, pela transformação do mundo.                                 

“Quem der para vocês um copo de água porque vocês são de Cristo, ficará sem receber sua recompensa” (Mc 9, 41).                           

Para o povo da Bíblia, dar um copo de água era um pequeno gesto de acolhida. Com isso Marcos está nos convidando a praticar a hospitalidade e a solidariedade. Não importa a simplicidade do gesto, para Deus não passa despercebido.                     

Santa Teresinha, cuja festa celebramos nesta semana (1/10), dizia que: “a tarefa por mais humilde que seja, feita na presença de Deus, adquire aos seus olhos um valor infinito, cada vez que ela é feita por amor”.                

Madre Tereza de Calcutá nos diz: “Nesta vida não podemos fazer grandes coisas. Só podemos fazer pequenas coisas com grande carinho”.

O último ensinamento é sobre o escândalo, as sentenças e dura demais, para mentalidade judaicaa daquele tempo, mão, pé e olho eram sede dos impulsos pecaminosos, associados a cobiça e a ganância. (Mc 9, 45-48). O evangelista nos convida a romper radicalmente com tudo o que torna a pessoa gananciosa, egoísta e tirana.                                                             

Participar do Reino de Deus é um dom que implica pela sua vez um estilo de vida que leva a marca da solidariedade, justiça e serviço.

Quem não vive desse jeito, incorra numa incoerência de vida que provoca escândalo e que muitas vezes leva ao afastamento da fé em Deus. É preciso levar a sério Jesus.  O Vaticano 2º, na GS diz: “Pelo que os crentes podem ter tido parte . . . pela negligencia na educação da fé, ou por exposição falaciosas da doutrinas, deficiências na vida religiosa, moral e social, se pode dizer que antes esconderam do que revelaram o autentico rosto de Deus e da religião”. (19)

 

São Tiago (5,1-6), critica agora os proprietários que se enriquecem à custa dos trabalhadores. Visando unicamente ao lucro, esses latifundiários cometem graves injustiças sociais: retenção do salário dos operários (Dt 24,14); acumulação de riquezas que não revertem ao bem-comum, mas servem unicamente par uma vida luxuosa; opressão jurídica e condenações conseguidas graças ao suborno contra os pobres inocentes que não tem meios de defesa. Fruto do roubo e da injustiça, a riqueza conseguida pelos ricos será testemunho que os condenará no dia do julgamento.

 

Pe. José Afonso de Souza 

Jacareí, 30 de setembro de 2012

 

Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastoral – Paulus

Projeto Nacional de Evangelização, nº 23 – CNBB                                   

Roteiros Homileticos, Pe. José Bortolini – Paulus                                        

Joham Konings, Espirito e mensagem da liturgia dominical. Porto Alegre,

Escola Superior de Teologia, 1981.

Rafael Monasteiro e Antonio Rodrigues, Evangelho Sinóticos e atos dos Apostolos – São Paulo – Ed. Ave Maria – 1994

José Luiz Sicre, O Quadrante 1 – A busca. São Paulo – Ed. Paulinas – 1999      www. unisinos.com.br

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