Avisos Paroquiais
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TEMA: “O SERVIÇO QUE É REDENÇÃO”

21/10/2012

21/10/2012

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

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Is 53, 10-11/ Sl 32 (33)/ Hb 4, 14-16/ Mc 10, 42-45

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TEMA: “O SERVIÇO QUE É REDENÇÃO”

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A Eucaristia é o mais eloquente sinal do serviço d Cristo. Celebrar a Eucaristia é fazer memória de sua entrega, ele que veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate por muitos. Seus sofrimentos, torturas, morte e ressurreição desautorizam toda e qualquer forma de manipulação, opressão ou marginalização dos seres humanos. E abrem caminho para que os marginalizados se organizem, vençam e construam um sociedade justa, igualitária e plenamente fraterna como está na Primeira Leitura do Profeta Isaias, que Profetisa “a vitória dos humilhados” (53, 10-11). Esses versículos que compõem a primeira leitura, fazem parte do quarto canto do Servo de Javé (Is 52,13-53,12).                                                                             

Trata de uma mensagem de esperança para os sofredores exilados. Os dois versículos escolhidos para a liturgia deste domingo mostram a reversão dos fatos. Essa reviravolta tem como autor o próprio Deus. À primeira vista tem-se a impressão de que Deus se alegre com o sofrimento do justo: “O Senhor quis esmaga-lo com o sofrimento” (v. 10a). Por que o justo tem de sofrer, o justo não sofre pelo mal que cometeu. Sua vida e sofrimento  são oferecidos pelos pecados dos outros, inocentando a multidão e carregando sobre si as culpas do povo. Isso ele o faz  consciente do que está realizando: Ele é o servo de Javé e redentor dos humilhados. O justo depois de morto verá a luz e ficará satisfeito (11a). Ver a luz é o prêmio que Deus concede ao justo, tornando-o vencedor sobre a sociedade que o torturou e matou. A justiça acabará vencendo as estruturas de pecado que matam impunimente, pois Deus toma partido em favor dos que defendem sua causa. O justo não só vivera de novo, como terá uma descendência e prolongará seus dias, o Deus da vida estará com eles.

Poder é serviço (Mc 10,42-45): A busca de poder gerou descontentamento nos demais discípulos. É que a procura de privilégios sempre gerou e continuará gerando conflitos na sociedade. E o poder não assumido como serviço acaba dividindo e discriminando.  Os dez estão revoltados porque os dois foram corajosos em pedir. Todos tem algo em comum, a busca de poder e privilégios. A sociedade que aí está baseia-se na opressão e abuso dos grandes sobre os pequenos: “Entre vocês não deve ser assim: quem quiser ser o maior, seja o servo dos outros, e quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos” (v. 43). A morte de Jesus é a base para se criar essa nova sociedade, Ele veio para servir e não para ser servido. E sua vida, serviço até a morte, resgatou a muitos. Resgate era a soma paga para libertar escravos. Jesus pagou com a vida a liberdade de todas as pessoas.  Portanto a partir da sua morte e ressurreição, ninguém mais tem direito de oprimir e escravizar vidas humanas, pois a única lei que vigora na nova sociedade é a do poder-serviço. A humanidade inteira pertence a Jesus, porque ele nos resgatou. Oprimir ou dominar alguém é atentar contra Jesus.

Os três versículos escolhidos como segunda leitura deste domingo resumem a mensagem central de Hebreus (4,14-16): Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e as pessoas. Jesus é plenamente solidário conosco, presente nas lutas do povo.

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Pe. José Afonso de Souza 

Jacareí, 21 de outubro de 2012

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Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastoral –Paulus                                     

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Roteiros Homiléticos, Ano b, Pe. José Bortolini – Paulus                               

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Projeto Nacional de Evangelização, nº 23 - CNBB

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