Avisos Paroquiais
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O PROFETA ENSINA A PARTILHAR

11/11/2012

11/11/2012

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

1Rs 17,10-16/Sl 145 (146)/Hb 9,24-28/Mc 12,41-44

TEMA: “O PROFETA ENSINA A PARTILHAR”

A falta de chuva é vista como ausência do próprio Deus. A seca é sinônimo de abandono do Deus vivo e verdadeiro, aquele mesmo que libertou seu povo da escravidão do Egito. O profeta é sustentado pelos corvos que, por ordem de Deus, lhe providenciava alimento pela manha e pela tarde (17,6). Depois Deus ordena que vá para Serepta, aí o profeta inicia seu aprendizado. “Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha.  .  . Ela respondeu: juro que não tenho pão, mas somente um punhado de farinha e um pouco de óleo na jarra. Estou ajuntando uns gravetos, e vou preparar um pãozinho para mim e meu filho, vamos comer e depois esperar a morte” (v.v. 10a.12b). Elias reconhece que Baal não é Deus, pois essa pobre viúva e seu filho são como “Terra seca”. Estão à espera da morte. Eles lembram a situação de muita gente, de ontem e de hoje, nos lembra os deuses que geram a morte do povo de todos os tempos.                                    

Qual a solução para que o povo não morra de fome? Elias descobre que, a partir dos pobres, sem nome e sem futuro, é possível reconstruir a vida com alegria e esperança. “Não se preocupe! Vá e faça como você disse, mas ante prepare um pãozinho e traga-o para mim! Depois pode preparar alguma coisa para você e seu filho” (v. 13).

A viúva sabe que confiando no Deus da vida que fala por meio dos profetas, repartir o pouco que possuía, o seu gesto não ficaria sem resposta: Ela e seu filho, além de Elias, tiveram o que comer durante muito tempo. A farinha da vasilha não acabou, nem diminuiu o óleo na jarra, como o Senhor havia falado por meio de Elias”.

Evangelho: Alguns especialistas dizem que um sacerdote de plantão acolhia essas ofertas e proclamava a quantia que cada um depositava. Com isso o ego dos ricos ia as alturas. Eles acreditavam que a riqueza era sinal da benção divina, sentiam-se amigos de Deus.                                                   O julgamento de Jesus é diferente. Ele vê uma pobre viúva que dá duas pequenas moedas, “tudo o que possuía para viver” (v. 44b), chama os discípulos e dá a sentença: os pobres são os verdadeiros adoradores de Deus, pois “essa pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela na sua pobreza, ofereceu tudo, tudo o que possuía para viver” (vv 43-44). Com isso aprendemos que os pobres, e somente eles, são os verdadeiros adoradores de Deus. São João Crisóstomo e Santo Ambrósio dizem: “Se tu, rico, fazes a oferta, não dás do que é teu, mas do que roubaste anteriormente”.

Jesus doou-se inteiramente (Hb 9, 24-28): Assim como a viúva de Serepta partilhou seus bens com Elias (Primeira Leitura), e a viúva do Evangelho ofereceu tudo, Jesus doou-se plenamente, uma vez por todas, destruindo o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

Pe. José Afonso de Souza

Jacareí, 11 de Novembro de 2012

Fonte: Bíblia Sagrada, Edição Pastoral - Paulus

Roteiros homiléticos, Pe. José Bortolini - Paulus

Projeto Nacional de Evangelização, nº 23 - CNBB

 

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