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Palavra do Pároco - Dez/2010

18/12/2010

NATAL, VIDA PARA TODOS E TODAS

Em tempos de Globalização corremos o risco de sermos guiados por um único pensamento, ditado pela politica neoliberal de mercado e consumo.

Ao invés de celebrar o nascimento de Jesus, o Natal tornou-se sinônimo de comércio. Percebemos que existe uma grande diversidade em nosso redor que mostra o Reino de Deus presente na sociedade. A diversidade é um dom que se insere na dinâmica misteriosa dos designíos de Deus que demonstra uma grande preocupação com o ser humano. Para colaborar na obra da criação, nós também devemos demonstrar essa mesma atitude de amor e misericórdia.

Nesse Natal queremos renovar nossos compromissos assumidos na Assembleia do Povo de Deus em nossa Paróquia e buscar saídas para uma Igreja que quer se discípula missionaria, como diz o documento de Aparecida: “viver e promover uma espiritualidade de comunhão e participação; assumir uma atitude de permanente conversão pastoral”.

Deus entra na história do ser humano por meio de uma mulher marginalizada, celebrar o Natal é fazer memória dos eventos libertadores do nosso Salvador. Jesus nasce no meio dos pobres, migrantes, pastores, enfim, encarna-se na realidade dos que sofrem, para remi-los.

Celebrar o Natal é celebrar a nossa libertação, como profetizou Isaías, que está para nascer nova aurora, LUZ QUE BRILHA (9,1) como no inicio da criação, quando Deus fez a LUZ (Gn 1,3), pondo ordem no caos. A libertação se traduz no fim de toda opressão, para que o povo cresça e viva em PAZ e ALEGRIA (Is 9,2), Deus quebra toda forma de opressão, a vitória dos pobres e oprimidos recorda o episódio de Madiã (Is 7,15-25). O nascimento de um menino que irá trazer a libertação para o povo, aqui realiza o que até agora tinha sido anunciado.

As esperanças dos pobres e oprimidos reflorescem a partir desse nascimento, o Salvador da humanidade entra na história por caminhos alternativos não trilhados pelos poderosos. O Salvador é pobre e se comunica ao seu povo como pobre: “vocês encontrarão um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12-14). Deus usa linguagem dos empobrecidos. A salvação entra na história da humanidade com as características do povo pobre, longe dos palácios e dos berços dourados.

Estamos encerrando mais um ano de caminhada, agradecemos a Deus a alegria das esperanças realizadas, e celebramos desde já as expectativas, pois a maioria do nosso povo ainda não viu brilhar no horizonte o êxodo definitivo ao qual Deus nos conduz, por isso vamos para a MISSÃO.

                                   

 

                                Feliz Natal e feliz Ano Novo para todos e todas

                                               

                                            Pe. José Afonso de Souza

                                                             Pároco

 Fontes: Revista Missão; Pe. José Bortolini.

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